Tutorial – Trilhas Positivo On

Quando falamos de estudo dirigido, fazemos referência a uma prática de estudo onde o professor deixa de ser o cerne do conhecimento e se torna mediador-agilizador da aprendizagem. O estudo dirigido pode, quando incentivado pelo professor da forma adequada, desenhar um ambiente que favorece uma experiência de aprendizado regida pelo próprio aluno através de seu ritmo pessoal. Dessa forma, o estudo dirigido provê – além das necessidades primárias de sanar dúvidas e garantir que o conhecimento seja absorvido – um cenário de segurança e independência na prática e produção deste conhecimento. Também, uma boa metodologia aplicada a este recurso pode ainda ampliar o processo de aprendizagem através do aperfeiçoamento dos hábitos de estudo e sua integração com o processo que já ocorre em sala de aula.

No século XXI, passamos da Era da Informação para a Era do Indivíduo Digital. Em nossa educação, economia, modo de vida e cultura; apresentamos traços permanentes da influência digital e suas tecnologias de modo que se torna imprescindível o conhecimento de tais recursos em todas as áreas. Professores e alunos que evitam a tecnologia acabam ficando para trás em um universo que evolui a cada segundo. Agora mesmo, enquanto você lê este post, novas tecnologias são desenvolvidas em nosso planeta e tudo o que conhecemos sobre a Era Digital pode mudar num piscar de olhos. Cada nova tendência ou melhoria nos aproxima de um horizonte que parece expandir-se ainda mais, mostrando cada vez mais opções de absorção de conhecimento.

Como mesclar, então, o estudo dirigido – antes feito em sala de aula através de questionários e debates – com a tecnologia que se descortina bem diante de nossos olhos? Como orientar os alunos e ao mesmo tempo apresentar soluções para que seu ritmo pessoal não seja prejudicado em um mundo onde o tempo é cronometrado de forma mais rápida que a ação do próprio pensamento?

O Missão Digital apresenta, através de uma série de posts que seguirá de Abril para Maio, o recurso digital Positivo mais utilizado pelos corpos docente e discente nesta Era do Indivíduo Digital em nossa instituição.

O que é uma Trilha?

Trilha é uma ferramenta da plataforma Positivo On focada no estudo dirigido integrado às normas da BNCC para facilitar o aprendizado do conteúdo aplicado no método de ensino. Esse conteúdo é fixo e baseia-se inteiramente no material das apostilas (que também possuem sua versão impressa). Nas palavras de Rodrigo Leão, Coordenador Pedagógico Regional e colaborador insubstituível na implantação do Positivo On no Centro Educacional Missão de São Pedro:

“A trilha é um roteiro de atividades para que o professor possa fazer a gestão do aprendizado do aluno – desde os pré-requisitos até a aplicabilidade do conteúdo escolar – na vida real, em sociedade, e no cotidiano”

Como funciona uma Trilha?

Conforme mencionado anteriormente, a Trilha é um roteiro de atividades. Este roteiro é dividido em cinco etapas distintas: SondagemReforçoConteúdoAvaliaçãoSaiba Mais. Todo o conteúdo didático da Trilha é definido pelos profissionais da Editora Positivo e não podem ser alterados pelo corpo docente. Para atividades com conteúdo personalizado, veja o post sobre as Atividades, de Março.

Ao desbloquear uma trilha, o professor está agendando, basicamente, uma forma de estudo dirigido, com questões específicas e conteúdos. Uma trilha não trabalha todo o conteúdo com suas questões, e sim as partes mais importantes de uma unidade. Sua divisão é linear, ou seja, ela foi feita para se seguir uma ordem através de uma mecânica que analisa se a etapa foi bem cumprida.

Neste primeiro post vamos falar sobre cada uma das cinco etapas das trilhas e sua importância dentro do planejamento de aula. Tenha em mente que estamos abordando, neste blog, as trilhas como parte do material utilizado tanto em sala de aula quanto como atividade de casa:

Sondagem

A Sondagem é a primeira etapa e serve para o professor descobrir os conhecimentos prévios do aluno sobre o tema abordado. Ela é composta de questões cujo resultado leva – ou não, caso o auno acerte todas as respostas – ao Reforço. No momento em que os alunos respondem a sondagem, o professor tem uma noção de quantos  alunos compreendem o tema e quantos precisarão de reforço. E aí temos a segunda etapa:

Reforço

O Reforço é aberto baseado no que o aluno fez da Sondagem. Ele pode ou não abrir dependendo deste resultado. Normalmente, o Reforço abre com textos e outras mídias baseadas nas questões cujo resultado não tenha sido satisfatório. Geralmente, quando o aluno consegue marcar todas as alternativas corretas da Sondagem, não há Reforço.

Estas duas primeiras etapas exigem uma atenção especial por parte do professor em seu planejamento, pois lidam com questões cujas dúvidas podem ser marcadas no material didático e reforçadas novamente em um momento futuro antes da avaliação.

Conteúdo

Esta parte é, basicamente, a apostila do aluno. O Conteúdo exibe a unidade onde se encontram as atividades e textos da apostila, bem como uma guia lateral de interação digital, quando acessível. Além de ser uma boa etapa para o professor introduzir as atividades referentes à apostila física, quando possuída pela escola.

Estas três primeiras etapas preparam o aluno para a quarta, a Avaliação. É importante ressaltar que o professor pode bloquear o acesso à avaliação até um segundo momento. Isso permite a ele ter mais controle do planejamento e evita que os alunos se adiantem ou façam confusão com relação ao conteúdo passado. Por exemplo, o professor pode passar aos alunos a Sondagem e o Conteúdo para estudarem em casa antes de iniciar as atividades da apostila; fazê-las, e então liberar a avaliação para que eles busquem um melhor resultado.

Avaliação

Esta etapa possui um questionário cujas respostas são computadas e geram um relatório, além de uma nota que irá depois para um valor geral baseado na execução de todas as trilhas liberadas no período bimestral. O número de questões varia de trilha para trilha, e é de extrema importância que os professores dêem uma boa atenção nesta etapa, para saber como são as questões e como introduzi-las em seu planejamento. Isso evita muitas surpresas na hora de liberar as atividades das trilhas.

Saiba Mais

Por último, esta etapa amplia o conteúdo visto pelo aluno em sala de aula e durante o aprendizado do tema. Aqui, ele pode ir além e ter mais acesso ao conteúdo deste tema. No Saiba Mais, pode haver vídeos, textos, jogos e sites para acesso do aluno, onde ele pode buscar muito mais informação sobre o que foi abordado em aula.

Espero que essa breve introdução às etapas de uma trilha tenha explicado bem seu papel na sala de aula. Esta é apenas a primeira postagem, contudo. Na próxima, abordaremos como podemos fazer um planejamento de aula baseado nas trilhas de conteúdo. Ate mais!